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Este blogue tem por principal objetivo servir como uma espécie de diário, onde serão colocados alguns pensamentos e hiperligações de interesse sobre temas relacionados com a formação e a pós-graduação no âmbito das BE.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ambientes virtuais de aprendizagem versus novas possibilidades

O uso crescente das novas tecnologias e, por conseguinte, o de novos ambientes de aprendizagem, os virtuais, permitem, a priori, novas possibilidades de acesso a múltiplas fontes de informação. No âmbito do processo de ensino/aprendizagem, o conjunto de ferramentas gratuitas e disponíveis na Web (Carvalho, 2007) facultam a construção de blogues, wikis, podcasts, etc., proporcionam a partilha de informação e a construção e aprofundamento de conhecimentos e a interação entre alunos, despertando mais interesse e mais motivação para aprenderem, porque a publicação online lhes agrada, pelos comentários que poderão receber dos colegas, dos professores e, provavelmente, de outros cibernautas. Desta forma, aprendem a refletir e a criticar os trabalhos dos seus pares e a desenvolverem trabalhos colaborativos, tarefas desafiantes e enriquecedoras, por meio da utilização de, por exemplo, plataformas de aprendizagem (de que constituem exemplos a Escola Virtual e a plataforma Moodle), apropriando-se da facilidade de publicar e de interagir, através das ferramentas disponibilizadas na Web 2.0/Web 3.0.

Exige-se, então, do professor e do PB, conhecimento da tecnologia, criatividade e muita dedicação, para conceber e dinamizar atividades que facilitem a integração no mundo virtual, para o qual contribuíram, positivamente, os programas estatais que permitiram adquirir computador portátil e acesso a banda larga, a preços reduzidos. Tornou-se imprescindível utilizar recursos que existem na Web, tendo presente a necessidade de saber pesquisar, saber avaliar a informação encontrada e saber referir, corretamente, as fontes. Aqui, a missão da BE é fundamental e pressupõe o trabalho colaborativo, entre professor e PB, para o ensino da literacia da informação, integrado nas aprendizagens de âmbito curricular, promovendo a localização, o acesso, a compreensão e o uso da informação, permitindo adquirir e/ou desenvolver competências necessárias à construção do conhecimento, pois, de acordo com Mota, a utilização de novos ambientes acarretam o uso de ferramentas que tornam os papéis dos alunos e professores intermutáveis e assentes numa estrutura curricular flexível e aberta, segundo uma abordagem socioconstrutivista (Costa, 2007), geradora de um ensino mais vivencial e de aprendizagem contínua e em movimento, capaz de estimular os alunos pela comunicação, partilha, colaboração e discussão.

Assim, tendo em conta a missão e objetivos de qualquer BE, os novos ambientes de aprendizagem online solicitam o aprofundamento de competências dos profissionais (o que poderá constituir um constrangimento), capaz de fomentar um espírito aberto e adaptável a novas ferramentas, de forma a que as novas possibilidades sejam rentabilizadas no processo de ensino/aprendizagem, pois as tecnologias acarretam mudanças na sociedade e, por consequência, nos paradigmas da educação, tendo por base o modo como comunicamos e como interagimos com as ferramentas e com os conteúdos digitais. Por isso, a BE deve participar na criação de situações de aprendizagem através de ambientes virtuais que contribuam para envolver os alunos na construção do seu conhecimento (quando já possuem as competências mínimas das literacias fundamentais) e ajudá-los a refletir, a desenvolver o pensamento crítico e a prepararem-se para a tomada de decisões responsáveis, nesta sociedade globalizada da informação e do conhecimento.

Minervina Dias

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